12/09/2007 11:01
Senadores divergem sobre abertura de sessão para deputadosA decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), de permitir que 13 deputados assistam a sessão que votará o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), gerou polêmica.
Os senadores mostraram divergência sobre a postura a ser tomada. A divergência estendeu até entre os partidos. Todos repetiram o jargão que diz: “decisão da Justiça não se discute, se cumpre”. Mas isso não conteve as críticas.
“Sou favorável a abrirmos a sessão, deixarmos os deputados participarem, mas não precisava disso. Não precisamos de ninguém nos vigiando. Nós não estamos julgando o presidente do Congresso. Estamos julgando um senador e isso não diz respeito aos deputados”, disse o senador Efraim Morais (DEM-PI).
Aliado de Renan, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) não poupou críticas ao Supremo e ao grupo de deputados. ““Nós todos conhecemos quem são esses deputados. São os deputados multimídia, broadcast. Todos conhecem o perfil deles. Eles vão fazer o possível para passar as informações da sessão”, disse Salgado, aliado de Renan Calheiros e defensor da absolvição.
Os 13 deputados que ganharam a possibilidade, no STF, de assistir a sessão são: Raul Jungmann (PPS/PE); Fernando Gabeira (PV/RJ); Chico Alencar (PSOL/RJ); Carlos Sampaio (PSDB/SP); Luiza Erundina (PSB/SP); Raul Henry (PMDB/PE); Paulo Renato Souza (PSDB/SP); Luciana Genro (PSOL/RS); José Carlos Aleluia (DEM/BA); Alexandre Silveira (PPS/MG); Fernando Coruja (PPS/SC); Gustavo Fruet (PSDB/PR); José Aníbal (PSDB/SP).
O outro peemedebista Gerson Camata (ES), no entanto, disse que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski é salutar e defendeu a abertura completa da sessão que votará a cassação do mandato e os direitos políticos de Renan Calheiros. “Temos que cumprir a decisão porque é uma decisão boa que dá transparência ao processo”, disse o senador.
O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) vai além e disse que a decisão do Supremo poderia fazer com que toda a sessão fosse aberta. “Nós poderíamos manter apenas o voto secreto e abrir toda a sessão”, disse.
T. Pariz
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